Fritz Perls era conhecido como um cara muito louco. Mas maior que sua loucura, foi sua genialidade. E é um pouco dela que veremos aqui.

O artigo abaixo foi escrito por Norman Shub, autor, professor, psicoterapeuta e Diretor Clínico do Instituto Gestalt de Central Ohio há quase 40 anos. O texto mostra, de forma extremamente inteligente e contextualizada, o cerne da lógica Gestalt.

Através do relato sintético de um caso real, Norman pontua as principais ideias desta abordagem que nasceu nos anos 1940 e desde então conquistou adeptos no mundo todo. Aprecie.

Bruno Soalheiro.


Usando um estudo de caso com um cliente desconectado, um terapeuta Gestalt contemporâneo desvenda os mitos que surgiram no auge de Fritz Perls.

Capacidade de Jim de Viver uma Vida Plena: A Meta de Gestalt

É bem estabelecido na literatura clínica que a relação terapêutica é de importância primordial; presenciar o contato cliente-terapeuta é uma lente útil para qualquer prática terapêutica, qualquer que seja a orientação. Mas a forma como esse conhecimento é aplicado no decorrer de nosso trabalho pode não ser clara. É fácil ser apanhado pelos problemas atuais quase sempre urgentes de nossos clientes e tentar “consertar” o que quer que esteja errado.

Parte do poder da terapia de Gestalt é que seu foco não está na solução do problema ou em fazer as pessoas pensarem de forma diferente. Em vez disso, Gestalt nos chama para participar de perto no aqui e agora da relação, criando um encontro em que o cliente pode desenvolver a consciência do encontro terapêutico – o que está acontecendo com ele e entre nós no momento.

Jim: Um Estudo de Caso

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Jim procurou a terapia porque estava se sentindo “preso” em sua vida.

Quando ele entrou em meu consultório pela primeira vez, agarrou minha mão e a apertou algumas vezes. Ele parecia estar com pressa para pegar um ônibus. Mas, apesar de sua atitude energética e aparência educada, Jim estava profundamente infeliz.

Com quarenta e um anos e divorciado, Jim tinha dois filhos de seu casamento anterior. Ele sentia que estava em um trabalho sem saída quanto à parte financeira. Também estava descontente com sua capacidade de ter relacionamentos profundos, positivos e duradouros com mulheres e colegas.

Nos primeiros dois minutos de nossa sessão inicial, como fui direto sobre o que faço e como faço, Jim me interrompeu. “Isso é realmente bom”, disse ele, “mas eis sobre o que quero falar com você.”

“Jim, deixe-me apenas terminar,” repliquei e continuei o que estava dizendo.

“Tá, tá, tá – Já entendi.” Jim então prosseguiu em muitos, muitos detalhes – detalhes impressionantes – explicando as preocupações dele.

Quando ele pausou seu primeiro monólogo, tentei intervir com alguns pensamentos sobre o que ele estava dizendo; particularmente, eu queria explorar as relações dele com as mulheres. Quando fiz minhas perguntas, ele desviou do assunto e continuou a explicar aquilo que ele pensava que eu deveria saber – ignorando por completo a ideia que eu estava tentando explorar o que ele tinha acabado de dizer. Comecei a me sentir frustrado.

Depois de um tempo, disse a ele “Jim, você tem noção que toda vez que quero dizer algo, você me corta?”

No entanto, em vez de responder ao que eu tinha dito, ele continuou com sua história sobre um terrível primeiro encontro que tinha ocorrido recentemente. Explicou que brindou o encontro com narrativas selvagens da vida dele. Durante todo o tempo em que contava sua história, não olhou para mim.

Alguns minutos depois, interrompi-o novamente e disse “Jim, quero que você observe o que acontece enquanto conversamos. Quero apenas que preste atenção ao que está acontecendo entre nós enquanto estamos conversando. Não apenas naquilo que está me contando, não apenas nas ideias, mas no que está acontecendo entre nós.”

Ele me respondeu sacudindo a cabeça. “Tá bom, tá bom. Bem, você disse que não te dou uma chance.” Ele continuou a me contar em muitos detalhes o conteúdo de algumas dessas histórias com as quais ele tinha entretido essa mulher jovem e bonita. “Não posso acreditar”, disse ele, “como ela não quis sair comigo novamente!”

Agora, em resposta às minhas tentativas repetidas de responder a ele, Jim tinha aumentando o tom de voz, estava falando muito mais rápido e estava se apoiando em mim, gesticulando furiosamente, enquanto me explicava em detalhes complexos como, depois de ter se divertido tanto nesse encontro, ele não poderia ter falhado para conseguir a atenção dessa mulher.

Vários minutos depois, enquanto eu me preparava para dizer algo, ele levantou as mãos bem alto, olhou diretamente para mim e disse “Eu sei, eu sei. Preciso deixar você falar.”

Mas, imediatamente, baixou os olhos e começou de novo. Obviamente, ele tinha percebido o que eu estava fazendo, mas tinha mergulhado em outra corrente de conteúdo.

Dessa vez, cortei firmemente. “Você não ‘tem” que me deixar falar”, disse. “Estou apenas tentando ajudar você a observar o que acontece entre nós quando tentei manter esta conversa.

É muito difícil ter a oportunidade de falar.

Ele parou um minuto. Em seguida, em uma voz mais baixa mesclada no fim com uma ponta de tristeza, disse “Sabe, certas mulheres com quem tive um encontro reclamaram disso para mim.”

“Mesmo?” Disse ironicamente, com uma leve pontada de curiosidade simulada.

“Elas dizem que fico tão entusiasmado que nunca lhes pergunto sobre elas.”

“O que você acha que pode haver em uma relação com alguém que age assim, Jim?”

Ele pausou novamente. “Ahh… provavelmente não muita coisa.”

“Provavelmente não.”

“Sabe”, disse ele, “o que você está dizendo me lembra como era minha mesa na hora do jantar. Todos falavam sem parar, especialmente meu pai e meus irmãos. Era muito difícil ter a oportunidade de falar. Todos nós brigávamos para ter sua vez, tentando fazer com que os outros nos escutassem.”

“Bem, é óbvio pelo modo como está agora que isso é algo que continua fazendo”, repliquei.

“Você está certo.” O rosto dele ficou mais triste. “Você acha que tem algo que resolva meu problema para desenvolver relações mais próximas?”

“Claro que sim. Você já me disse que as pessoas reclamaram disso, mas apontar claramente seu erro não teve muito impacto em você.”

Ele balançou a cabeça envergonhadamente e olhou para baixo. “Você está certo”, repetiu.

Depois disso, ele começou a me olhar com um pouco de interesse, com mais respeito e curiosidade. Ficou um pouco mais interessado no que eu tinha a dizer, assim como a observar seu próprio tom de voz.

A partir da perspectiva de Gestalt, ele começou a ficar mais ciente do modo como estava interagindo na sessão. Isso, por sua vez, fortaleceu sua consciência sobre a experiência interna bem como o impacto do comportamento dele em mim.

À medida que a sessão continuava, Jim começou a ter mais ciência de não apenas o que estava dizendo, mas como estava dizendo. No fim, ele estava prestando atenção à frequência com que me interrompia. Ele parecia mais triste e seu monólogo ultrarrápido tinha ficado mais devagar. Quando olhei nos olhos dele, pude ver uma leve sombra e o início de um olhar infeliz, como uma oposição à sua expressão anterior, que era selvagem e intensa. À medida que ele se acalmou, prestou mais atenção em mim e, no processo, a tristeza que sentia começou a emergir de dentro dele.

No fim da sessão, perguntou “Há algo que posso fazer?”

“Só quero que preste o máximo de atenção entre o agora e na próxima vez em que nos encontrarmos para ver ser consegue perceber quando interromperá alguém – antes que faça isso.”

“Foi realmente útil”, disse ele, indo embora.

O Aqui e o Agora: Uma Perspectiva Histórica

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Diferente de outras formas de psicoterapia, o que era importante para mim em relação ao Jim nessa primeira sessão não estava ligado à compreensão da história dele ou das preocupações dele em detalhes.

Na verdade, desde o comecinho da sessão, prestei atenção ao modo como nós dois estávamos juntos. O que me importava realmente era a natureza do contato, como nós nos envolvemos.

Nesse caso, o que foquei foi a experiência de Jim em não ser capaz de me ouvir, conversar de forma atropelada, sua incapacidade de resposta e o fato que ele estava meio desligado de mim e do que eu dizia.

Assim, desde o início da sessão, foquei a melhora da conscientização dele, ajudando-o a começar a observar o modo como ele diz as coisas, o que ele diz e a qualidade do nosso envolvimento. Durante toda a primeira sessão, não me concentrei em obter detalhes da vida dele, tentando ensiná-lo como combater os pensamentos que vêm à mente ou tentando estabelecer uma relação ao tentar conhecê-lo. Eu estava basicamente interessado em ajudá-lo a experimentar o processo de como é quando estamos juntos.

A abordagem de Gestalt teve origem no fim dos anos 40 com um grupo de intelectuais de Nova Iorque que eram contra a psicanálise, já que a viam como severamente limitada, pois focava a patologia, e não o potencial.

Esses intelectuais – Laura e Fritz Perls, Paul Goodman e Ralph Hefferline, entre outros – responderam a essa lacuna criando uma experiência psicoterapêutica mais aberta, envolvente, animada, focada na liberação e no crescimento, o que permitiu que a personalidade humana transcendesse as limitações das defesas.

A Gestalt tirava as pessoas do divã e as colocava frente a frente com o terapeuta.

Diferente da análise intelectual, os veículos primários de Gestalt foram a conscientização e o contato. Ao focar no encontro “aqui e agora”, a Gestalt deu uma guinada na psicanálise e trouxe a ideia da experiência do cliente para o processo terapêutico, bem como a presença do terapeuta no encontro.

É uma relação, e o processo terapêutico surge da relação.

No início, a Gestalt estava estritamente ligada ao trabalho de Fritz Perls, que correta ou erroneamente, foi considerado como narcisista e, às vezes, insensível.

Devido à sua abordagem agressiva, a Gestalt tinha uma reputação imprópria, brutal quando em grupo. No entanto, Perls também era incrivelmente brilhante e capaz de desenvolver um ótimo insight nos processos dos clientes.

Nos anos seguintes às origens, a Gestalt surgiu como uma abordagem filosófica e metodológica que é utilizada por psicoterapeutas do mundo todo. Embora ainda seja verdade para os princípios fundamentais descritos por seus fundadores, a Gestalt evoluiu em um modelo que realmente permite que os clientes sintam a si próprios e utilizem recursos para criar uma alteração fundamental em si.

Seguindo em Frente

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No processo de Gestalt, à medida que o cliente entra em contato consigo e começa a “se perceber” em relação à outra pessoa, seu eu se torna mais visível para ele e para o terapeuta dele.

À medida que Jim se tornou mais ciente do que estava acontecendo dentro dele, o eu começou a emergir no momento. Ele começou a ser capaz de acessar a seu mundo interno de uma maneira diferente do que fazia anteriormente e começou a ter mais consciência do impacto de seu comportamento em outras pessoas.

À medida que a terapia progrediu, ele começou a sentir e a expressar uma tristeza em relação à baixa qualidade de vida dele; e, como ele passou a perceber mais seus sentimentos, o envolvimento dele comigo melhorou. Em vez de conversar comigo, ele fazia contato com os olhos e me contava sobre sua tristeza e solidão, sua incapacidade de ser bem sucedido no modo que gostaria de ser com as mulheres e outras pessoas.

Uma das coisas que ele descobriu em nossos encontros foi que, como passou a interromper menos e focar mais no que eu tinha a dizer, tornou-se menos ansioso e inseguro de si mesmo.

Ele percebeu que falar muito era um esforço para aliviar a ansiedade – tinha receio de abrandar e envolver as pessoas de modo mais íntimo. Obviamente, Jim começou a encontrar um nível mais profundo para lidar com os problemas que o estavam preocupando em sua atual existência.

Permanecendo no Presente Enquanto Trabalha com o Passado

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Um dos mitos que fluíram no mundo da terapia durante anos é que Gestalt cerca apenas o presente. Algo no foco aqui e agora da abordagem de Gestalt gerou uma impressão que o passado nunca fez parte da terapia de Gestalt. O que difere em relação a Gestalt não é se lidamos com o passado, mas como lidamos com ele.

Como eu trabalhei com Jim por meio de nossa relação atual, seu passado começou a surgir de forma histórica.

Em certo momento, quando citei que ele nunca respondeu ao que eu disse, mas que, na verdade, me dizia qualquer coisa que viesse à mente como uma reação às minhas palavras, certas memórias de infância emergiram com força.

Quando era criança, disse-me ele, seus pais sempre lhe diziam o que fazer, conversavam com ele e, muito raramente, o ouviam ou captavam o que ele dizia e faziam disso o foco da conversa. Em outras palavras, conforme salientei em nossas sessões que estavam acontecendo no presente, o passado de Jim começou a aflorar de modo orgânico.

Em outro momento na terapia, quando Jim declarou um sentimento de tristeza devido à ausência atual de relacionamentos, ele começou a falar sobre a dificuldade de ter uma família isolada. Eles não tinham muito amigos na família e não passavam muito tempo juntos como uma unidade. Como resultado, Jim não tinha muita prática na construção de uma relação envolvente.

Dessa forma, o passado é lentamente desvendado e filtrado para o presente. Os problemas da primeira infância surgem no momento e são enfrentados no momento, em vez de serem intelectualmente chamados ao contar uma história.

Quando o passado realmente surge na terapia de Gestalt, quase sempre o trazemos de volta para o presente. Por exemplo, quando Jim trazia à tona a mãe dele, eu frequentemente pedia-lhe para imaginá-la na sala e dizer algo a ela para que ele pudesse experimentar vividamente seus sentimentos sobre o passado no presente. Como resultado, ele se tornava mais apto a encontrar e a envolver o impacto do passado em seu atual comportamento.

Ponto de Inflexão de Jim

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Jim passou a perceber lentamente sua própria tendência para cooptar conversas com seus próprios pensamentos em vez de ouvir o que outras pessoas estavam dizendo. Ele reconheceu que isso o impedia de aprofundar suas relações. À medida que a terapia de Jim prosseguia, ele começou não apenas a ouvir, mas, pela primeira vez, a também responder às pessoas que estavam ao seu redor.

Nesse ponto no processo de terapia, ele encontrou uma mulher chamada Sarah. A parte interessante para Jim foi que ele a encontrou em um voo de negócios de volta para casa.

Enquanto estava sentado ao lado dela no avião, teve o que chamou de seu “passarinho Norman” no ombro, que disse a ele sobre a necessidade de ouvir o que ela tinha a dizer, deixá-la se expressar e tentar entender o ponto de vista dela, em vez de entretê-la como sempre fez com vinhetas da vida.

Ele passou um tempo conversando com Sarah e realmente aplicou suas recém-descobertas habilidades. Eles entraram no que chamou de “uma conversa maravilhosa.” Divertiram-se muito no avião, tanto que Sarah deu a ele seu número de telefone. Ele a chamou para sair e ela aceitou. Começaram a namorar.

Era importante para Jim lidar com o processo de namoro de uma forma completamente nova. Em vez de focar na tentativa de fazer com que ela se interesse por ele e, dessa forma, conduzi-la, ele realmente inverteu o processo e ouviu; e, à medida que passou um tempo para conhecê-la, ela se tornou bastante interessada em aprender sobre ele.

Além de sua nova relação com Sarah, Jim começou a realizar um trabalho melhor no ambiente de trabalho. Ele sempre foi mais ou menos bem sucedido profissionalmente, mas, à medida que se tornou mais astuto, empenhado e conseguiu construir relações com as pessoas, seu relacionamento com os funcionários começou a florescer.

Anteriormente, as pessoas que se reportavam a ele no trabalho o viam apenas como uma pessoa que fala muito, mas diz pouco, e um mestre. Quando ele começou a mudar, a satisfação dos funcionários aumentou e ele até mesmo foi promovido, exclusivamente porque seus funcionários começaram a senti-lo como um gerente e líder mais eficazes.

Capacidade de Jim de Viver uma Vida Plena: A Meta de Gestalt

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À medida que Jim se comprometeu mais plenamente com a vida ao ouvir e responder ativamente ao que estava acontecendo ao redor, a vida, por sua vez, passou a recompensá-lo.

Essa é uma das partes mais poderosas da psicoterapia, e da Gestalt especificamente.

Jim recebeu mais atenção das mulheres, pois elas começaram a perceber que ele estava interessado nelas. Os colegas de Jim perceberam a nova capacidade de resposta dele e uma relativa facilidade para se envolver. Todas essas mudanças surgiram como um resultado do esforço no encontro.

Claro, meu trabalho com Jim foi muito mais rico e mais multifacetado que o apresentado aqui, porém o foco nesse problema particular ilustra o que acontece no processo terapêutico de Gestalt e como o mundo pode começar a parecer diferente para nossos clientes.

Ele ouviu mais. Ele estava mais ciente. Ele assumiu uma responsabilidade mais pessoal. Ele realmente ouvia o que as pessoas diziam e isso tinha mais de um impacto nele; ele conseguia ser tocado por outras pessoas. Ele teve um feedback mais positivo e o apoio do mundo à medida que seu eu evoluía.

Então, esse é o objetivo da terapia de Gestalt: ajudar nossos clientes a expandirem e encontrarem seu potencial pleno, vidas mais recompensadoras, ao mesmo tempo em que sempre iniciam no momento, onde quer que estejam.

Para os Gestalt terapeutas, o fortalecimento da relação terapêutica ao presenciar o contato do aqui e do agora da sessão não é meramente um fim em si; na verdade, é ao presenciar a qualidade da conexão nesse momento que o cliente aprende como estar presente, com sua própria experiência interna e na relação com o terapeuta. Essa conscientização em si é o catalisador da mudança, abrindo novas portas de possibilidade para o passado, e claro, para o futuro.


Autor, professor, psicoterapeuta e consultor, Norman Shub trabalha pelo mundo. Norman é o Diretor Clínico do Instituto Gestalt de Central Ohio há quase 40 anos. Além disso, atuou como  membro de longo prazo do conselho editorial de Gestalt Review e de outros periódicos relacionados.

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