Para iniciar nosso diálogo, não poderia ser diferente, vamos falar sobre quem nós somos e o que nos torna únicos. Aqui não vamos entrar na “fôrma”, mas sim procurar a flexibilidade sem deixar de ser quem nós somos.

Querido acadêmico,

Imagine um lindo bosque cercado por 12 oliveiras retorcidas e rechonchudas com um altar dedicado à deusa da sabedoria, Athena.

Foi num lugar como este que Platão deu início às suas conferências, filosofando sobre o mundo das ideias e provocando seus discípulos com o mito da caverna. Era a primeira Academia surgindo, a Academia de Athenas.

Bem parecido com as nossas salas de aulas hoje, não é mesmo?!

Não se preocupe, não queremos retornar para o meio do mato, te fazer sentar em pedras desconfortáveis e ficar a mercê de mosquitos e borrachudos. Tampouco queremos você refém de quatro paredes e da apresentação de slides no projetor nosso de cada dia.

Nossa proposta com o Vida Acadêmica é justamente trazer vida a essa fase da formação do psicólogo. E com vida queremos dizer movimento, energia, inspiração, potência!

Antes de tudo, vamos esclarecer que estamos aqui para facilitar esse processo e contribuir da melhor forma possível, mas fazer escola depende de você!

Você na Academia

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O que quero dizer com isso é que você deve sim assumir o controle sobre sua formação.  Garantir que ela trará o empoderamento que você busca.

Fico muito tranquila para dizer isso e para que fique bem claro: não é apenas fazendo a graduação em Psicologia que você se torna um bom psicólogo. Mas sem dúvida, sem uma boa graduação em Psicologia, você jamais será um bom psicólogo. Este é o mínimo.

Vou ilustrar  com este clichê:

“Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo. Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo. O sucesso é construído à noite!


Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois… quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO. Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA.”  – Roberto Shinyashiki

Não quer dizer que agora você vai virar todas as noites e passará os finais de semana estudando. Até porque, isso não é saudável. Para falar a verdade, eu conto nos dedos as vezes que precisei fazer isso. Mas estar disposto a fazê-lo, ainda que não seja necessário, remete a compromisso. E compromisso é essencial.

Compromisso não significa que você tem todo o tempo do mundo disponível para a faculdade, mas que você compreende a importância desta etapa para sua vida e que está 100% comprometido com ela.

Todavia o compromisso ou o comprometimento, como preferir, não começa do nada. Todos nós temos uma história de vida repleta de dores e delícias que, de alguma forma, trás sentido para que em nossas vidas façamos assumir o interesse pela psicologia acadêmica.

A Academia em você

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E então eu te pergunto como a graduação em psicologia afeta você. Por que faz sentido na sua vida cursar psicologia? Qual o espaço desse seu desejo no seu projeto de vida?

Contem-me aqui nos comentários, quero conhecê-los!

Suas motivações – que podem ser inconscientes, verbalizadas, valores, influências familiares, representação da profissão – valem a atenção. Claro que não é algo estático. Mas veja este perfil:

“Um(a) jovem com idade entre 17 e 22 anos, com ambições econômicas modestas ou moderadas, que percebe-se com o desejo de compreender profundamente o ser humano a fim de poder ajudá-lo, enquanto psicólogo clínico, a vencer problemas sentimentais e existenciais através de habilidades de escuta, paciência, calma, observação, compreensão e interesse pelo outro. Ele(a) julga possuir estas habilidades, almeja aperfeiçoá-las na universidade, e espera constatar seu poder de cura” através da observação clínica, da gratidão e do reconhecimento de seus pacientes. Este(a) jovem não percebe-se como influenciado pelo contexto familiar e julga ter feito uma opção autônoma. E por fim, não possui planos concretos para seu futuro profissional embora pense o mercado de trabalho como esgotado.”¹

Esta é a pessoa típica que ingressa nos cursos de psicologia segundo Magalhaes et al.  Ainda que você tenha se identificado, existem as idiossincrasias que tornam tudo tão belo e complexo na psicologia.  Quais são as suas?

Poder identificar o que faz com que você esteja disposto a seguir esse caminho e colocar isso nos planos é importante para que você encontre o seu sentido e os seus significados na profissão que você escolheu.

Seguindo os conselhos de uma boa formação generalista, não se feche em um projeto pré-determinado e permita-se experimentar as diversas áreas de atuação e abordagens teóricas diferentes. Afinal, você pode se surpreender com os caminhos inimagináveis que você acabará trilhando. Contudo, é importante manter-se conectado com sua essência durante a jornada acadêmica para que você possa vislumbrar um horizonte seguro e feliz – exercitando sua capacidade de adiar a gratificação – em meio a tantas possibilidades e desafios que a psicologia oferece.

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¹MAGALHAES, Mauro et al . Eu quero ajudar as pessoas: a escolha vocacional da psicologia. Psicol. cienc. prof.,  Brasília ,  v. 21, n. 2, p. 10-27,  Junho, 2001 .   Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932001000200003&lng=en&nrm=iso>. access on  21  Mar.  2016.  http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932001000200003.ç

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